"Sinto falta até da fumaça do seu cigarro"
Fabíola Porto
Talvez, a nossa história de amor poderia ser a de muitos. Você apareceu. Você me conquistou. Eu me apaixonei. Você desapareceu, o sonho não. Fim. Nosso amor é hoje o que sobrou do que não houve.
Só sei que eu acreditei, e o mais triste disso tudo não é que você não cumpriu nada do que me disse, o mais triste é que eu continuo acreditando e conferindo no mundo se você não está em algum lugar me esperando e eu é que não te vi ainda.
Enquanto eu supero isso (a gente supera?) eu vou encontrar algum jeito de enganar a saudade quando eu sentir o cheiro detestável de fumaça de cigarro, que com você se tornou tão agradável,(...). Mas o barato que você busca não era tão bom quanto o que eu trago dentro do coração. (...)
Não faz sentido, eu sei, você não é meu tipo, mas é por isso que eu te quero tanto. E desde que você se foi eu tenho dito às pessoas que não é nada, que estou apenas muito cansado e algumas vezes para evitar dizer seu nome outra vez eu invento que acabei de picar cebolas. E desde então eu tenho vivido de desculpas sem encontrar de quem é a culpa, sua de ter prometido ou minha de ter acreditado. Só não se preocupe eu vou guardar comigo alguma versão da nossa vida na qual a gente tenha se despedido, se tornado amigo e visitado um ao outro para contar da vida de vez em quando. Recriar a realidade é o único antídoto para a falta de quem não vai voltar. Assim a vida continua e com ela às vezes a saudade e o amor também e um coração com novas cicatrizes e a vontade de voltar a bater e se reacender entre cinzas de paixões que queimaram e se foram antes do que deveriam.
Do Blog "Eu só queria um café" Ru do Carmo

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