Está na minha hora de ir embora
para longe daquilo que construi.
Para bem longe, daqui para fora,
das cinzas onde me consumi.
Sei bem que não posso mais ficar
no chão queimado de desgosto,
onde teimo em me dissipar e arrastar
na corroída sombra do sol posto.
É chegada a hora de ir embora
sem olhar para trás das costas.
Sim, está na minha hora!
Tenho que esquecer quem chora
também eu chorei demais nessas encostas.
Já está mais do que na hora!
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Tytta
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