sábado, 6 de junho de 2009

deixa.. - não, não deixa.

o jardim, neste tempo frio acaba de perder mais uma flor, ela endureceu e caiu aos pés da própria roseira.
o orgulho nos faz cair sobre nossos joelhos e implorar amparo ao chão.

se eu dissesse os devaneios e impropérios que ecoa em minha mente sobre este torpe mundo de infinitas injustiças, ah se eu gritasse o que vejo, o que machuca meus olhos, que faz chorar. seria nebuloso, como o escuro, apenas uma definição do negro, das sombras. do choro abafado, aquele tentado esconder. o amor faz gritar, mas a vergonha e a humilhação retrai.
pois vamos gritar pelos escrúpulos que foram perdidos por este insólito mundo de quase findas alegrias.

o que não se cabe, é ver passar mais pessoas indo á "câmara de gás" e ficar apenas chocados depois, quando o tempo de agir já tiver passado e não restar mais nada a fazer a não ser derramar falsos lamentos.

e adianta protestos, se não há luta?


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