segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

palavras que falam por nós


Primeiro eu vi o filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" novamente, pra ver se o sono me vinha, e não veio mas o filme é bonito, e faz a gnt pensar em algumas coisa, certas atitudes, então eu comecei a escrever isso:
"o problema é que jah é tarde demais pra qualquer confissão ou para eu assumir pra mim o que devia ter feito a muito tempo. não nasci para o amor, nasci para amar e isso devia me bastar. mas as vezes me deixa dolorida essa coisa de amar demais sem nada em troca, quer dizer, me deixa sempre mal ser sempre a que ama a pessoa errada, na hora errada e deixar tanta chance de ser feliz passar. não consigo estar muito tempo com quem não me desperta sentimentos, eu me sinto culpada e com medo. hoje eu não sinto nada disso, sinto alguma coisa que eu não sei dizer o que é, tah lah no fundo gritando, querendo sair mas não da mais, jah passou da hora... então é isso, eu não vou confessar nada, eu não posso mais confessar..."

Então eu comecei a fuçar alguns blogs e achei uma "Declaração de dor" que fala tudo que eu não queria falar. tah aí:


Declaração de Dor
Meu bem, talvez pensar não seja mesmo seu forte. Então, não pense. Eu só quero que você me ouça. Me ouça ao menos essa vez, mas me ouça de verdade. Como você nunca se deu ao trabalho de fazer. Eu quero que você absorva lenta e completamente, cada palavra que eu disser. Quero-as gravadas, muito bem, no seu consciente e no seu inconsciente também. Eu não vou me importar com o que você vai achar de mim depois que me ouvir. Talvez em outros tempos eu me importasse, mas agora eu não me importo. Eu cansei de resistir. Cansei de me fazer de forte e imbatível, de impenetrável e anti-romântica. Eu sei o que você vai dizer. Mas, não quero saber. Hoje eu só quero desabafar. Meu bem, preste muita atenção: Vou me declarar. Não, por favor, não fale nada. Eu lhe suplico, só me ouça. Sei o quanto é desagradável pra você encarar esse tipo de situação. Meu objetivo não é comovê-lo, muito menos ser correspondida. Nem exijo que você me compreenda. Só quero que me ouça, só isso. Não quero que você me mostre a sua coleção de falsas verdades absolutas, nem seu vasto acervo de preconceitos e defeitos. Hoje não. Já fechei os olhos pra tudo isso. Fechei meus olhos para o seu lado obscuro, desde que meu coração se abriu. Sim, eu sou tola. Sou uma grandessíssima idiota. Uma mulher que venha a se apaixonar por você, sem dúvidas, não pode ser dotada de grande perspicácia. Aliás, não a que venha a se apaixonar por você, mas a que se entrega, e se mostra, como faço agora. Porque apenas uma mulher louca ou completamente burra tem a coragem de abrir o coração para um homem como você. Pensei em não falar sobre seus defeitos. Mas não posso falar do meu amor por você, sem citá-los. Posto que foi por eles que me apaixonei. Sim, por eles. Talvez isso só venha a agravar ainda mais o meu possível distúrbio mental. Mas, quero que compreenda que estou em transe. Meu coração se apossou do meu corpo agora, da minha razão. Não respondo por mim. Não me julgue. Sei que você vai rir. Eu te conheço muito bem. Conheço cada ínfimo detalhe do teu corpo e da tua alma. Sei muito bem que você vai rir do meu amor. Mas, eu não vou me ofender com a tua ironia, porque a amo. Amo tudo o que é teu e que vem de ti. E se é teu sarcasmo que me ofereces, recebo-o e amo-o. Sei também do teu orgulho. Sei do teu ego inflado ao me ver rastejar e mendigar tua atenção e carinho. Mas, eu não me importo. Meus olhos estão fechados pra tudo o que me faça deixar de amá-lo. Porque amá-lo é a minha maldição, mas também é a minha benção. Por favor, não me peça pra ser clara e concreta. Não me venha com isso agora. Eu gostaria de ser clara e concreta, mas não sou. Sou complexa, sou profunda e intensa. E por esses motivos, tenho sido incompreendida. Mas, não por você. Você me compreende, porque somos iguais. E sabemos diagnosticar um ao outro com facilidade. Talvez aí esteja a explicação do meu desejo cego e doentio por você. Mas, não creio que seja assim tão simples. Gostaria de precisar em uma única frase as mazelas da minha alma nesse momento. Ela talvez exista. Mas, não quero falá-la. Apesar de toda a entrega, ainda me é difícil abrir mão de certas coisas. Essa tal frase, não soaria bem aos nossos ouvidos. Ela é uma frase comum, que de tão usada, perdeu o sentido. Por isso não vou usá-la. Apenas espero que depois de me ouvir, você, finalmente, possa pensar. Mas, por favor, não fale nada até que eu vá embora. Aí, então, você pode rir, me chamar de ridícula, patética e idiota. Aí então, você pode manchar meu nome, ferir meu orgulho e meu coração. Mas, só depois que eu for embora. Pois, prefiro que me odeie pelas costas a ter de encarar a sua indiferença.

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