Choraminguices à parte, não nasci para o Amor. Nossos relógios batem dissonantes, quando ele é dia, eu sou noite, quando ele chega, já fui embora faz tempo. Não sei amar quem me ama, e amo com desespero quem em fere. Algoz destino. Olho para trás, para os ensaios de Amor que vivi, e me vejo lá, morrendo de tédio ou morrrendo de dor, e aí me pergunto, que raios eu ainda quero com o Amor. Não sou dada à invejas, mas quando vejo o Amor entre os abençoados que por Ele foram escolhidos, sinto uma coisa estranha. Uma certa tristeza, umas certa raiva, um certo desconserto. Lembro de quando eu era uma menininha linda, de maria-chiquinha no cabelo, uma carinha de espera, que via todas as outras menininhas indo para o carro dos pais na saída do colégio, e que seguia com ares de louca até o motorista, porque papai não tinha tempo para essas coisas menores de que se trata o Amor. Devo estar sendo ingrata com os Céus nesse instante, mas quando o coração dói, se não há Amor, talvez haja alguma tolerância com seres como eu.
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de: uma estrela na mão. escrito por Bia
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de: uma estrela na mão. escrito por Bia
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