
Paulinho Moska -
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte. Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte. Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta. Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros. Eu digo: "Te amo!" E você só acredita quando eu juro. Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra. Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era. E o que era? Era a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera. Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar. Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar. Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade. Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera! Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada? Sempre a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça De já saber o fim da estrada, Quando se parte rumo ao nada?
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