terça-feira, 11 de novembro de 2008

na esquina que dá com o fim do arco-ires



E com muita tristeza lhes digo meus senhores, findaram minhas inspirações doces, todas elas. Findou as minhas esperanças e minhas estrelas pararam de brilhar. Minha cabeça está vazia, não sabe mais pensar. Virei uma boba.
Adeus moço, não irei mais insistir no que já não tem vida, não atormentarei mais meu coração com falsas expectativas e sonhos que não se realizam...
Viverei, não Tao feliz como antes, mas também nem tão triste, viverei apenas. Para lembrar ou para esquecer. Viverei como quem viveu a vida toda em uma roda-gigante e agora parou, bem no meio da roda, de onde pode-se ver a meia parte dos prédios mais altos e a copa de todas as árvores. Viverei como quem amou, sonhou e sofreu, como quem descansa de uma aventura emocionante. Viverei sabendo que tive momentos bons, aqui ou ali com você me observando, de perto, de longe... Sabendo que fui feliz além de tudo, que colori o coração maior para um peito estreito e que aquele amor que fiz foi muito, muito grande para um corpo tão pequeno. Então tive que doar metade dele pra caber naquele espaço, mas o amor não parou de crescer, então tive que abandoná-lo ali, para que o excesso não explodisse o coraçãozinho. O coraçãozinho que desenhei com as cores do nosso amor e que você talvez nunca o verá. Mas tente acha-lo, se interessar-te, não lhe custará nada.
Ele ainda pode estar lá onde o deixei (na esquina que dá com o fim do arco-ires) se o vento não o tiver assoprado para longe.




09/11/2008

Um comentário:

  1. minha poetiza!
    Se isso é sua "pouca expiração"..
    Os poetas q se segurem!
    bjOo
    vc escreve cada coisa linda!

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