Do que eu queria dizer, queria sentir, queria traduzir, queria gritar, queria mostrar, queria expressar em desenhos, poemas e músicas. Palavras e sussurros.
Você, que não é você, que não sou eu, que eu queria saber, entender, possuir até, queria te ter, queria poder te ter, queria poder te ter a todo momento, queria poder te ter a todo momento que quisesse. Pois não sei se te quero a todo o momento.
Não te quero todo o momento. Mas confesso que a maior parte dele -sim!
Tu me cativas todas as vezes que fala comigo, que olha pra mim, ou que eu te olho e mesmo assim não me pergunte se te gosto.
Te gosto de um jeito desleixado, que bagunça o cabelo, que acelera e para o coração, que não trás saudade mas que faz falta. Pensar no que você me diz ou no que eu te digo me tira noites de sono. por mais que eu pense e repense não consigo descobrir o significado daquela palavra ou daquele tom de voz, principalmente daquele olhar (que mata).
Isso me lembra "O Pequeno Príncipe", ele caiu na Terra. Eu caí em você, ele estava meio que perdido, eu estou completamente, ele conheceu coisas que gostou e outras que não gostou nem um pouco, comigo também foi assim. Ele aprendeu. Eu aprendi. Ele queria muito voltar para seu planeta e cuidar de sua rosa, eu adoraria voltar pra mim e cuidar de quem me gosta. Mas para voltar ele tinha que morrer, e sentiu medo disso. Eu estou com medo também. Medo de sair e perder o que é certo, medo de ficar e sofrer pelo que é errado...
Eu estou esperando o bote da serpente amarela do deserto, mas estou pronta pra fugir dela também...
Lorena D.
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